Micronutrition · · 15 min de leitura · Atualizado em

Avaliação de micronutrição: as 7 análises que seu médico nunca prescreve

A Dra Anne Lucas ensina no DU MAPS os 7 pilares da medicina nutricional e funcional. Um naturopata formado decifra as análises biológicas.

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François Benavente

Naturopata certificado

Marc tem quarenta e sete anos. Há dois anos, arrasta uma fadiga que não o larga. Dores articulares pela manhã, um sono fragmentado, um enevoamento mental no trabalho, quedas de energia após as refeições. Consultou seu clínico geral quatro vezes. Hemograma: normal. Glicemia: 0,98 g/L, dentro dos limites. Transaminases: normais. TSH: 2,8, dentro dos limites. Perfil lipídico: “um pouco de colesterol, nada grave”. O médico lhe disse: “Suas análises estão normais. Talvez seja stress.” Marc saiu com uma prescrição de Lexomil e a convicção de que era preciso “se controlar”.

Quando Marc veio me consultar seis meses depois, pedi um bilan diferente. Magnésio eritrocitário: 1,6 mmol/L (norma funcional > 2,2). Homocisteína: 18 µmol/L (objetivo saúde < 7). Vitamina D: 14 ng/mL (objetivo 50-80). Ferritina: 28 µg/L com coeficiente de saturação da transferrina em 15% (limiar funcional > 30%). HOMA: 3,8 (limiar < 2). PCR ultrassensível: 2,4 mg/L (objetivo < 0,5). Cada análise contava um pedaço da história. E o conjunto desenhava um quadro nítido: um homem em déficit de magnésio, de ferro funcional, de vitamina D e de vitaminas B, com uma insulinorresistência iniciante e uma inflamação crônica de baixo grau que ninguém tinha procurado.

“A consulta de micronutrição é uma verdadeira investigação. Interrogatório clínico, questionários funcionais, hipóteses etiopatogênicas, biologia de investigação para validar as hipóteses, abordagem precisa e personalizada, controle da eficácia pela biologia.” Dra. Anne Lucas, PharmD, DU MAPS 2020, aula #22 “Biologia de Investigação Preventiva”1

Este curso da Dra. Lucas transformou minha prática. Não porque eu não conhecesse as análises de micronutrição. Mas porque ela estruturou todo o bilan em torno dos 7 pilares da medicina nutricional e funcional, com rigor de farmacêutica e lógica clínica irrefutável. E porque ela começa com um constatação que todo naturopata deveria martelar em seus pacientes: o conteúdo do prato NÃO é o reflexo dos estatutos biológicos.

Quando o prato não é suficiente

A Dra. Lucas abre seu curso com números que destroem um mito. A alimentação moderna é tão empobrecida em micronutrientes que nem mesmo uma alimentação “equilibrada” é mais suficiente para cobrir as necessidades2.

Uma laranja dos anos 1950 continha tanta vitamina A quanto 21 laranjas de hoje. Uma maçã de antigamente continha tanta vitamina C quanto 100 maçãs de hoje. Oitenta por cento dos alimentos consumidos na Europa são processados e industrializados. Pasteurização, esterilização, desnatação, ionização, cocção-extrusão, lavagem, descascamento, refinamento, aditivos. O branqueamento de frutas e legumes enlatados ou congelados destrói até 95% da vitamina C, 60% da vitamina B1 e 40% das vitaminas B2, B3 e B9. Dois minutos de cocção destroem 80% da vitamina B9. A trituração de batatas causa perda de 39% da vitamina C3.

Três grandes pesquisas francesas convergem para o mesmo constatação. O estudo ESVITAF (1996) mostra que mais de 70% das mulheres francesas têm ingestão inferior às ANC em vitamina B1, mais de 60% em B2, mais de 90% em B9, 60% em vitamina C e mais de 75% em vitamina E4. A pesquisa do Val-de-Marne (1991) confirma esses números e acrescenta que mais de 80% das mulheres estão em déficit de magnésio e mais de 90% em zinco5. O estudo SUVIMAX (2004), com 18 mil pessoas acompanhadas durante 8 anos, mostra que 70% da população tem ingestão inferior a dois terços das ANC.

E esses números medem as ingestões, não os estatutos biológicos. A biodisponibilidade é um conceito fundamental que a Dra. Lucas coloca no coração de sua pedagogia. O que você come não é o que você absorve. A mastigação (primeira etapa da digestão e a única sob nosso controle), a capacidade de absorção intestinal (disbiose, intestino permeável, inibidores de bomba de prótons, cirurgia bariátrica, doença inflamatória intestinal), o modo de preparação (a cocção suave preserva muito melhor os nutrientes), as associações alimentares (ferro e fitatos, cálcio e oxalatos, vitaminas B e café) e os medicamentos (inibidores de bomba de prótons, AINEs, contraceptivos orais) modificam radicalmente a absorção real.

É por isso que a Dra. Lucas insiste: “Não estimar as necessidades de micronutrientes comparando o conteúdo do prato com tabelas de referência. Concentrar-se nos sinais funcionais que o paciente expressa para destacar as necessidades reais.”6 É uma mudança de paradigma completa: passamos de uma abordagem quantitativa da nutrição clássica (quantos gramas de proteínas, quantas calorias) para uma abordagem funcional (o que não está funcionando, e qual pilar está falhando).

Os 7 pilares da medicina nutricional e funcional

Os 7 pilares da medicina nutricional e funcional com seus biomarquadores chave

A Dra. Lucas estrutura a biologia de investigação em torno de sete pilares sobre os quais repousa a saúde de cada indivíduo. Cada pilar tem seus biomarquadores específicos, seus questionários funcionais e suas estratégias de correção. Quando um ou vários pilares desabam, os sinais funcionais aparecem: fadiga, dores, transtornos do sono, da digestão, do humor. O bilan biológico de investigação preventiva permite medir o estado de cada pilar e orientar a correção.

Pilar 1: Tubo digestivo e microbiota

O ecossistema intestinal repousa em quatro atores: o microbiota (equilíbrio eubiose/disbiose), a mucosa intestinal (função de barreira e absorção), o muco (proteção física) e o sistema imunitário intestinal (70% do sistema imunitário total)7.

O bilan de primeira intenção é o dos metabólitos orgânicos urinários (MOU), uma coleta da primeira urina da manhã que permite detectar três tipos de disbiose. A disbiose fúngica (candidíase digestiva) se mede pelo D-arabinitol, a razão D/L-arabinitol, arabinose e tartarato. A disbiose de fermentação se mede pelo citramalato, D-lactato e tricarbalilatc. A disbiose de putrefação se mede pelo paracresol, fenol, indican e benzoato. A Dra. Lucas precisa que é preciso fazer uma refeição completa na véspera contendo carboidratos e proteínas para evitar falsos negativos.

Em segunda intenção, o metagenoma (carta de identidade genômica bacteriana) avalia a diversidade e a riqueza do microbiota. As espécies chave são Faecalibacterium prausnitzii e Roseburia (produtoras de butirato, anti-inflamatórias), Lactobacillus (acidificação do meio), Bifidobacterium (alimentação cruzada, produção de muco) e Akkermansia muciniphila (integridade da barreira). A zonulina plasmática avalia a permeabilidade intestinal (intestino permeável). Se o risco cardiovascular é identificado, o TMAO (óxido de trimetilamina N) avalia a disbiose TMAOgênica aterotóxica8.

Pilar 2: Imunidade e inflamação

A PCR ultrassensível (hs-PCR) é o marcador de inflamação crônica de baixo grau mais acessível. O objetivo funcional é inferior a 0,5 mg/L, enquanto o limiar “normal” do laboratório costuma ser fixado em 5 mg/L, dez vezes mais alto. Um paciente com PCR de 2 mg/L é considerado “dentro dos limites” pela medicina convencional, enquanto na medicina funcional é sinal de uma inflamação silenciosa que favorece a insulinorresistência, aterosclerose e doenças autoimunes.

O perfil de citocinas (IL-6, TNF-alfa, IL-10) permite precisar o tipo de inflamação. A razão ômega-6/ômega-3 influencia diretamente o balanço pró/anti-inflamatório. A IgA secretória mede a imunidade de mucosa. A dosagem de subpopulações linfocitárias (CD4, CD8, NK) avalia a imunidade celular.

Pilar 3: Ácidos graxos

O perfil de ácidos graxos eritrocitários é um dos bilans mais informativos que descobri graças ao DU. Ele mede a composição de membrana dos glóbulos vermelhos nos 120 dias anteriores (duração de vida de um eritrócito), fornecendo uma fotografia do estado lipídico real do paciente. Ele avalia o ômega-3 (EPA e DHA), ômega-6, a razão ômega-6/ômega-3 (ideal < 4, frequentemente > 15 em alimentação ocidental), ácidos graxos saturados, monoinsaturados e trans. O índice ômega-3 eritrocitário (EPA + DHA) deve idealmente situar-se entre 8 e 10%9.

Pilar 4: Mitocôndria e stress oxidativo

A avaliação do stress oxidativo compreende a dosagem de marcadores de agressão oxidativa (TBARS, 8-OHdG, isoprostanos) e defesas antioxidantes endógenas (SOD, GPx, glutatião reduzido, razão glutatião reduzido/oxidado). A CoQ10 plasmática avalia o status mitocondrial (particularmente importante sob estatinas). O ácido alfa-lipóico, selênio e zinco são cofatores das enzimas antioxidantes.

Pilar 5: Metabolismo insulino-glicêmico

A glicemia em jejum é um marcador tardio. O HOMA (Avaliação do Modelo de Homeostase), calculado a partir da glicemia de jejum e insulinemia de jejum, detecta a insulinorresistência anos antes de a glicemia se elevar. Um HOMA superior a 2 indica uma insulinorresistência iniciante. A hemoglobina glicosilada (HbA1c) reflete a glicemia média em 3 meses. O peptídeo C avalia a secreção pancreática residual.

Pilar 6: Fígado e detoxificação

O bilan hepático clássico (ASAT, ALAT, gama-GT, fosfatases alcalinas) é um mínimo. O glutatião reduzido avalia a capacidade de detoxificação de fase II. A homocisteína é um marcador central que conecta fígado, metilação e vitaminas B. Um nível superior a 7 µmol/L indica um déficit de metilação (carência em B6, B9 ou B12)10. O perfil de metais pesados urinários (mercúrio, chumbo, cádmio, arsênico) avalia a exposição crônica a tóxicos. O artigo sobre exposoma detalha os mecanismos de detoxificação hepática.

Pilar 7: Micronutrientes (síntese dos 6 pilares)

A dosagem de micronutrientes é o pilar de síntese. A Dra. Lucas insiste em um ponto fundamental: certas dosagens são enganosas se não se escolhe o compartimento correto. O magnésio SÉRICO NÃO reflete o status real (o corpo mantém o magnésio sanguíneo às custas das reservas celulares). É preciso dosar o magnésio ERITROCITÁRIO. Da mesma forma, o ferro sérico sozinho é insuficiente: é preciso a ferritina E o coeficiente de saturação da transferrina para diagnosticar uma anemia funcional.

As dosagens chave: vitamina D (25-OH-D3, objetivo 50-80 ng/mL), zinco sérico, selênio, iodo urinário, cobre sérico e razão cobre/zinco, vitaminas B6 (forma ativa P5P), B9 eritrocitária, B12 sérica e holotranscobalamina (marcador mais sensível que B12 total), vitamina A (retinol).

A armadilha das normas de laboratório

É o ponto mais importante do curso, aquele que muda tudo na prática. As normas de laboratório são normas estatísticas, não normas de saúde ótima. Elas representam a média de uma população determinada, incluindo pessoas doentes, carenciadas ou com sobrepeso. Estar “dentro da norma” significa estar na média da população. Quando essa população é massivamente carenciada, estar na norma significa estar carenciado como todos.

O exemplo da vitamina D é o mais flagrante. A norma de laboratório frequentemente começa em 30 ng/mL. Os estudos mostram que os benefícios imunológicos e anti-câncer da vitamina D são observados apenas a partir de 50 ng/mL, e que o nível ótimo situa-se entre 50 e 80 ng/mL. Um paciente com 31 ng/mL está “dentro da norma” do laboratório mas biologicamente carenciado do ponto de vista funcional.

O exemplo do magnésio é igualmente esclarecedor. O magnésio sérico (aquele que seu médico dosa) é mantido entre 0,75 e 1,0 mmol/L pelo corpo, mesmo quando as reservas celulares estão esgotadas. O corpo sacrifica o magnésio intracelular para manter o magnésio sanguíneo, exatamente como sacrifica o cálcio ósseo para manter a calcemia. Dosar o magnésio sérico equivale a medir o nível de um rio para estimar a água nos lençóis freáticos.

O protocolo de investigação em 3 etapas

As 7 análises prioritárias em biologia de investigação preventiva e o que revelam

Aqui está o protocolo que uso em consulta, diretamente inspirado pelo ensino da Dra. Lucas.

Etapa 1: A anamnese funcional. Antes de qualquer biologia, um interrogatório clínico aprofundado e questionários funcionais direcionados permitem identificar os pilares falhando. O questionário de sinais digestivos orienta para o pilar 1. O questionário de fadiga e sono orienta para o pilar 4 (mitocôndria). O questionário hormonal orienta para os pilares 5 e 7. O objetivo é formular hipóteses etiopatogênicas ANTES de prescrever o bilan.

Etapa 2: O bilan direcionado. Não se prescrevem os 7 pilares de uma vez. Direciona-se para os 2 a 3 pilares disfuncionais identificados pela anamnese. O bilan pode ser prescrito unitariamente (biomarquador por biomarquedor), por patologia (pack cardiovascular, pack fertilidade, pack metabolismo) ou por pilar. A Dra. Lucas recomenda “estruturar para uma prescrição mínima eficaz, e não esquecer nada”11.

Em primeira intenção, as 7 análises que solicito sistematicamente são:

  • Magnésio eritrocitário (não o sérico): o mineral mais universalmente carenciado
  • Ferritina + coeficiente de saturação da transferrina: status marcial real
  • Homocisteína: marcador de metilação e carências B6/B9/B12
  • Vitamina D 25-OH-D3: o hormônio mais carenciado na França
  • PCR ultrassensível: inflamação crônica silenciosa
  • Glicemia + insulinemia em jejum (cálculo HOMA): insulinorresistência precoce
  • Perfil de ácidos graxos eritrocitários: estado inflamatório de membrana

Etapa 3: A correção direcionada. A Dra. Lucas insiste: a abordagem deve ser “precisa, justa, adaptada, personalizada”12. Sem multivitaminas genéricas. Dosagens adaptadas às carências medidas, com formas bioativas de alta qualidade. E um bilan de controle após 3 a 6 meses para verificar a eficácia da correção.

Cada paciente é único: o papel do polimorfismo genético

A Dra. Lucas dedica uma parte de seu curso a um conceito fundamental: a individualidade bioquímica13. Cada ser humano é único, não apenas por seus hábitos alimentares, mas por seu patrimônio genético. O polimorfismo genético explica por que duas pessoas comendo a mesma coisa podem ter estatutos micronutricionais radicalmente diferentes.

O exemplo mais conhecido é o gene MTHFR (metilentetrahidrofolato redutase), que atua no ciclo de metilação e no metabolismo dos folatos. Um polimorfismo C677T homozigoto reduz a atividade da enzima em 70%, o que aumenta consideravelmente as necessidades de vitamina B9 (sob forma de metilfolato, não ácido fólico sintético). Sem esse teste genético, um paciente portador desse polimorfismo receberá ácido fólico clássico que será mal convertido, e sua homocisteína permanecerá elevada apesar da suplementação.

A epigenética, que a Dra. Lucas qualifica como “revolução maior do século XXI”, acrescenta uma camada de complexidade: um mesmo genoma pode se expressar diferentemente em função de modificações epigenéticas (metilação do DNA, acetilação de histonas). Sem fatalismo genético. O modo de vida, a alimentação, o stress e o exposoma modulam a expressão dos genes permanentemente.

O metagenoma intestinal constitui a “segunda revolução do século XXI” segundo a Dra. Lucas: 50 mil a 100 mil bilhões de bactérias, um organismo extra-humano que constitui uma verdadeira carta de identidade individual. Cada indivíduo tem um microbiota único que influencia a biodisponibilidade dos micronutrientes, a síntese de vitaminas B, a produção de neurotransmissores e a regulação imunitária.

A medicina 4P: o framework de pensamento

A Dra. Lucas inscreve seu ensino no framework da medicina 4P: preventiva, participativa, personalizada e precisa. É exatamente o que a naturopatia defende desde suas origens com outras palavras. Preventiva: agir antes da doença. Participativa: o paciente é ator de sua saúde. Personalizada: cada paciente é único. Precisa: a biologia de investigação permite uma abordagem direcionada, não um protocolo padrão.

O constatação da Dra. Lucas é sem apelo: “Não se trata apenas de não estar doente, mas de alcançar um estado de saúde ótima: um estado de bem-estar físico e psíquico.”14 É a diferença entre a medicina convencional (que espera a doença para agir) e a medicina nutricional (que procura as disfunções funcionais antes que se tornem patologias).

Quando consultar e limitações da abordagem

Marc, após quatro meses de correção direcionada, viu sua fadiga desaparecer. Seu magnésio eritrocitário subiu para 2,3 mmol/L (bisglicinato 400 mg/dia com taurina e B6). Sua homocisteína desceu para 6,5 µmol/L (complexo B9 metilfolato + B12 metilcobalamina + B6 P5P). Sua vitamina D passou de 14 para 62 ng/mL (4000 UI/dia de D3 com vitamina K2 MK-7). Seu HOMA desceu para 1,8 (alimentação com índice glicêmico baixo, crononutrição, atividade física). Sua PCR ultrassensível passou de 2,4 para 0,3 mg/L (ômega-3 EPA/DHA 2 g/dia, curcumina, parada do glúten durante 3 meses para testar a permeabilidade intestinal).

Seu médico, quando viu os resultados do bilan de controle, lhe disse: “Não sei o que você está fazendo, mas continue.” Marc sorriu. O que ele está fazendo é medicina nutricional. Aquela que a Dra. Anne Lucas ensina no DU de Micronutrição. Aquela que ninguém lhe havia proposto em quarenta e sete anos de consultas médicas.

A limitação dessa abordagem é seu custo (análises não reembolsadas), a dificuldade de encontrar um médico prescritor formado, e o fato de que a biologia de investigação não substitui o exame clínico nem o diagnóstico médico. Um bilan micronutricional não detecta um câncer, uma doença autoimune ou uma patologia orgânica. Ele detecta as disfunções funcionais que, se não corrigidas, podem favorecer o surgimento dessas patologias. É uma ferramenta de prevenção, não de diagnóstico.


Para aprofundar

Fontes

Footnotes

  1. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22 “Introdução à Biologia de Investigação Preventiva”. Diaposítivo introdutório.

  2. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #33 “O homem metal, o homem mineral”. Diaposítivo: “Aumento de calorias vazias, fome micronutricional.”

  3. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Perda de densidade micronutricional dos alimentos.” Dados Health Guard Switzerland 2002.

  4. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #33. Diaposítivo: “ESVITAF 1996: Pesquisa sobre o status vitamínico de 3 grupos de adultos franceses.”

  5. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #33. Diaposítivo: “Pesquisa do Vale de Marne 1991: Mulheres 18-50 anos: >80% Mg, >90% Zn.”

  6. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Concentrar-se nos sinais funcionais do paciente.”

  7. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “O ecossistema intestinal: 4 atores.”

  8. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “TMAO: Óxido de Trimetilamina N, aterotóxico.”

  9. Harris WS, Von Schacky C. The Omega-3 Index: a new risk factor for death from coronary heart disease? Prev Med. 2004;39(1):212-220. Citado no curso Lucas.

  10. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Homocisteína: marcador de metilação e carências B6/B9/B12.”

  11. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Estruturar para uma prescrição mínima eficaz.”

  12. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Abordagem precisa e justa.”

  13. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Cada paciente é ÚNICO: polimorfismo genético, epigenética, metagenoma.”

  14. Lucas A. DU MAPS 2020, aula #22. Diaposítivo: “Estado de saúde ótima: bem-estar físico e psíquico.”

Quer saber mais sobre este tema?

Toda semana, uma aula de naturopatia, uma receita de suco e reflexões sobre o terreno.

Perguntas frequentes

01 O que é biologia de investigação preventiva?

É uma avaliação biológica direcionada que avalia os 7 pilares da medicina nutricional e funcional: tubo digestivo e microbiota, imunidade e inflamação, ácidos graxos, mitocôndria e estresse oxidativo, metabolismo insulino-glicêmico, fígado e desintoxicação, micronutrientes. Diferentemente da avaliação sanguínea clássica (hemograma, transaminases, glicemia), busca por déficits funcionais ANTES que se tornem doenças. É a medicina 4P: preventiva, participativa, personalizada e precisa.

02 Por que meu médico não prescreve essas análises?

A maioria dessas análises não é ensinada na faculdade de medicina clássica e não é reembolsada pela Seguridade Social. A dosagem de magnésio eritrocitário, zonulina, perfil de ácidos graxos, glutationa reduzida ou metabólitos orgânicos urinários não fazem parte do referencial da medicina convencional. Alguns médicos formados em micronutrição (DU MAPS, SIIN) as prescrevem, mas permanecem minoritários.

03 Quanto custa uma avaliação completa de micronutrição?

Uma avaliação completa dos 7 pilares custa entre 300 e 600 euros conforme os laboratórios e análises escolhidas. Na prática, não se prescreve tudo de uma vez: direciona-se para os pilares disfuncionais identificados pela anamnese e questionário funcional. Uma avaliação de primeira intenção direcionada a 2 ou 3 pilares custa entre 100-200 euros. Os laboratórios Barbier, Zamaria, Lims, Eurofins ou Synlab são os mais utilizados em medicina nutricional.

04 É possível fazer uma avaliação de micronutrição sem prescrição?

Alguns laboratórios especializados aceitam solicitações diretas sem prescrição médica, mas a maioria das análises requer uma prescrição. Um naturopata formado em micronutrição pode orientar para as análises pertinentes e redigir uma carta para o médico prescritor. Alguns convênios reembolsam parcialmente essas avaliações no contexto da medicina preventiva.

05 Quais são as análises mais importantes em primeira intenção?

Cinco análises mudam tudo em primeira intenção: magnésio eritrocitário (não o sérico, que é uma ilusão), ferritina com o coeficiente de saturação da transferrina, homocisteína (marcador das carências B6-B9-B12 e da metilação), vitamina D (25-OH-D3, objetivar 50-80 ng/mL), e PCR ultrassensível (inflamação de baixo grau). Conforme o contexto clínico, adiciona-se o perfil de ácidos graxos eritrocitários, HOMA, zonulina ou MOU.

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